Após um longo hiato de quase uma década, Neil Young volta a recorrer aos serviços dos velhos “Crazy Horse” para um disco que embora tenha uma boa intenção por trás das canções não chega para encher as medidas a quem já os ouviu em outros voos.
Sendo uma sombra constate na obra do autor de “Rust Never Sleeps”, os Crazy Horse sempre foram o motor que levava as canções de Mr. Young a píncaros quase mitológicos na história do “Rock n Roll. No entanto com este “Americana” fazem apenas um disco mediano de versões de velhas canções do cancioneiro folk norte-americano.
O som até chega a ser cru como mandam as regras do bom grunge e servido com os ingredientes principais do rock: guitarra, baixo e bateria. Mas há aqui qualquer coisa que falta ao disco. E não creio estar errado ao dizer que faltam precisamente os originais de Young para coisa entrar no caminho certo.
Ainda há aqui um outro tema que terá beneficiado do tratamento “CH” como “Oh Susannah”, “Tom Dula” ou “High Flying Bird”. Este último claramente o melhor que o disco tem a oferecer e que vale pelo resto. Mas depois de ouvir “Clementine”, “Tom Dula” ou a versão de “Gallows Pole” não deixamos de denotar o ar a arrefecer, as plantas a morrer e uma azia muito grande no estomago pela falta de convicção de quem as toca.
Embora Young se desculpe que o pretexto para o álbum era dar a conhecer a profundidade de letras de canções do imaginário americano comum como “This Land Is Your land” ou “Jesus Chariot”, os arranjos e melodias rock assassinam a intencionalidade folk das canções originais.
A única boa noticia no meio disto foi a recente entrevista do guitarrista «Frank “Poncho” Sampedro que anunciou a forte probabilidade de chegar ainda este ano um novo disco carregado de originais da marca “Neil Young & The Crazy Horse”. Talvez aí dê para esquecer esta aventura “Americana” que não vai deixar grandes saudades e que resvalou completamente para o torto tal como atesta a versão perfeitamente dispensável de “God Save the Queen”.
(5/10)














