Os chamados supergrupos são quase sempre uma moeda de duas faces. Por um lado parecem, ser um casamento feito no céu, composto por músicos brilhantes imperiais na sua área de expertise. Por outro, temos uma imensa fragilidade enorme proporcionada pelo excesso de tamanho de egos que se juntam à volta da mesma sala de ensaios e cuja bolha pode explodir a qualquer momento.
No caso dos britânicos Headspace, esse risco de desmembramento eminente está sempre em cima da mesa. No entanto como também não são nenhumas vedetas (apesar de cada um deles estar habituado a estar na sombra dessas mesmas estrelas) do showbusiness, a “bolha de egos” para já ainda não é um problema. Resultado: o disco de estreia, “I Am Anonymous”, editado soba chancela da Inside Out (especializada em artistas de rock progressivo com costela metaleira) é uma boa oferta para os fãs de bandas como os Dream Theater, Porcupine Tree ou Fates Warning.
Composto por apenas 8 temas, os Headspace dão largas ao seu virtuosismo em longas peças musicais que chegam rapidamente à marca dos 10 minutos. “Fall of America” ou “Invasion” privilegiam claramente o uso da força dos solos de teclados e guitarra, guiados por uma voz (cortesia de Damian Wilson dos Thereshold) que parece estar em constante agonia e sofrimento.
Mas o melhor tema do disco é claramente o “Daddy Fucking Loves You”, uma verdadeira cavalgada épica de emoções musicais e que curiosamente no seu principio mais parece uma baladinha de trazer por casa de um qualquer grupinho pop.
Também razoavelmente forte e acima da média aparece-nos “The Big Day”, o tema mais progressivo do quinteto e que não anda muito distante dos caminhos mais recentes e atmosféricos dos Anathema.
Para disco de estreia de uma banda que não constitui em si o projeto central da vida destes músicos, “I Am Anonymous” é uma amostra muito razoável do seu potencial criativo.
(7/10)














Para refletir.
O que alguns artistas têm achado da música.
“O encolhimento das gravadoras afetou todos os artistas, contratados ou não. Os contratados não vivem mais a época de ouro com grandes orçamentos de discos, videoclipes e coisas assim. E os não contratados buscam alternativas de sobrevivência e exposição fora de um mainstream cada vez mais reduzido. O resultado é que temos milhões de myspaces com artistas novos, mas quantos desses têm carreiras decentes na “vida real”? Muito menos que nos anos 90. É chato, mas o meio “indie-hit-de-internet” ainda não paga a conta do aluguel sem fazer a curva para o mainstream de tv e rádio, pelo menos aqui no Brasil. E, as gravadoras estão num ponto que não contratam quase ninguém. Mas prefiro tentar me adaptar e aperfeiçoar esses novos meios do que lutar contra eles, isso seria perda de tempo”, Jonh Ulhoa (Pato Fu)
“A música está em uma transição massiva. A situação econômica em geral é complicada, mas a indústria musical está em pior estado. Eu acredito que o declínio do estilo antigo e corporativo da indústria musical seja a melhor coisa que pode acontecer com a música, mas vem com desafios incríveis. Não há nada errado em compartilhar músicas. Isso não vai atrapalhar a música. É interessante como a tecnologia que destruiu as vendas de discos, deu poder aos artistas. Agora, podemos fazer álbuns mais acessíveis e os distribuir diretamente aos nossos ouvintes. Então, eu acredito que chegaremos em um ponto de equilíbrio no caminho. A transição é confusa e as vezes desafiadora, mas eu gosto disso!” Melissa Auf Der Maur (Hole)
“Enxergo como algo irreversível (o compartilhamento de arquivos na internet), vamos ter que torná-lo positivo de alguma maneira, para artistas e usuários. Em minha opinião, até mesmo a venda de músicas em lojas de download legal está com os dias contados, as pessoas não pagam por aquilo que é ofertado de graça logo ali ao lado. Só consigo enxergar um futuro bom para os dois lados no streaming de música. Liberado, sem custo para o ouvinte, mas remunerado para os artistas pelos anunciantes dos sites. Exatamente como funciona uma rádio. Em breve, a tecnologia vai fazer as pessoas pararem de fazer download de músicas, vão simplesmente ouvir online. Se tudo isso estiver ali nos grandes portais, quem vai perder tempo procurando torrents? Acho que a inocência dessa pirataria acaba de vez quando as pessoas começam a vender e têm lucro com o produto “ilegal”, deixa de ser uma troca entre amigos. Os artistas perdem (com a pirataria), mesmo que haja certa euforia independente com todas as possibilidades de divulgação, o fato é que a capacidade que a indústria fonográfica tinha, com todos seus defeitos, de lançar e sustentar novos artistas ainda não foi substituído e está longe de ser”, Jonh Ulhoa (Pato Fu)
“Os integrantes das bandas de rock atuais parecem uns lixeiros e a única estrela contemporânea de verdade é a cantora Lady Gaga. Há muitas bandas que têm algo. Mas falta o estrelato, a habilidade de subir no palco e reinar, ser maior que a vida. Não há estrelas, não existe um Elvis (Presley) ou sequer um Prince. Falta presença de palco, todos parecem lixeiros. Se vestem pior do que o público que vai assisti-los. Não há orgulho. A única estrela do rock agora é Lady Gaga. Isto é tudo. Ela sim é uma estrela. Há boas bandas, sou fã do Foo Fighters, mas me deem uma estrela!. Os músicos que aparecem como garçons [de terninho] não percebem que há mais coisas. Quando uma grande banda está no palco, precisa dar tudo de si. Por isto existimos há 40 anos, porque as pessoas sabem que quando nos assistem, o investimento vai valer a pena, elas serão entretidas. Temos orgulho de ser animadores e somos uma tremenda banda de rock. Não, não é sobre o show. Elvis podía subir no palco sem nada. É o carisma, a imagem, a mística. As bandas de hoje perderam isso” Gene Simmons (Kiss)
“Lista de As 100 piores músicas…? Sem mesmo olhar a lista você sente esse horrível sentimento de milhares de pessoinhas amargas sentadas e dando um sorriso falso enquanto encontram algo para expressar sua vingança. Oh, sim; O Grande Publico Britânico, em outra mostra de negatividade manca… enquanto o resto do mundo parece atualmente sair e curtir a vida, nós britânicos sentamos em casa em frente da telinha, ou no pub, [slaggin off] qualquer coisa que nos faz sentir ameaçado, porque a capacidade de colocar alguém pra baixo nos faz sentir grandes, não é? Estes idiotas do canal 4 realmente não tem nada melhor pra fazer? Que um monte de merda de cavalo sem valor. (atualmente merda de cavalo é MUITO mais útil — faz flores crescerem…) Se “Candle in the Wind” é um musica ruim, macacos estão voando pra fora da minha bunda neste momento. Cresçam pessoal! Encontrem alguma coisa que valha a pena e criativa para fazer com o tempo de vocês. Se cada um de vocês tivesse gasto a quantidade de tempo equivalente escrevendo uma musica, mesmo se fosse total bosta, teria sido um melhor uso de suas energias do que este alto-exercicio negativo sem propósito. Realmente, vocês deveriam estar todos envergonhados. Cuidem de suas vidas (vão catar coquinhos!). Amor e sorrisos Bri, Brian May (Queen)
“Ah, que ironia receber o título de número 1 em O álbum mais pretensioso de todos de ninguém menos que a NME [que cobre rock indie sendo ela uma cantora pop]. *olhos girando* Eu deveria rir para sempre de vcs e depois retornar para o narcisismo corriqueiro”, Lady Gaga
“Estou cansado de DJs superstars que recebem muito dinheiro por suas apresentações, e fazem sets nada elaborados, apertando apenas alguns poucos botões. David Guetta tem dois ipods e um mixer e apenas toca músicas, tipo: ‘essa é uma com o Akon, ouçam!’. Até mesmo o Skrillex não anda fazendo algo tão técnico. Ele tem um laptop e um gravador MIDI, e está só tocando sua merda. As pessoas estão, graças a Deus, ficando espertas a respeito de quem faz isso. – mas ainda tem muitos ‘apertadores de botão’ ganhando meio milhão. E não estou dizendo que não sou um ‘apertador de botão’. Eu só estou apertando muito mais botões”Deadmau5 (DJ)
“Madonna, se você quer ser uma vovó excêntrica, “hip”, “cool” e “funky”? Tudo bem. Não cabe a mim dizer que você é irrelevante. Agora, se você vai entrar no meu mundo da eletrônica, pelo menos faça com um pouco de dignidade. É como falar de escravidão em um show de blues. É inapropriado” Deadmau5 (DJ)
“Os jovens de hoje perderam toda a experiência de colocar os fones de ouvido, aumentar o volume, pegar a capa do disco, fechar os olhos e se perder em um álbum. [Eles perderam também] a beleza de pegar sua mesada e escolher um disco apenas pela capa sem saber como ele é. No futuro, as pessoas vão perceber o erro que a geração atual está cometendo ao privilegiar singles e MP3s. Pode anotar o que eu digo, a próxima geração vai parar para se perguntar o que foi que aconteceu. Foi uma época mágica. Odeio soar como um velho, mas eu sou. Steve Jobs é pessoalmente responsável por matar a indústria musical”, Bon Jovi.
“Há alguma boa razão para que iTunes não oferece alguns aspectos de serviços como Facebook e Twitter para os artistas que sugam o sangue como um vampiro digitais para sua comissão enorme? “Seria melhor se os amantes da música tratassem músicas como comida, pagando por cada porção, em vez de apenas quando lhes conviessem. Por que os amantes da música não podem pagar por ela em vez de roubá-la?”, Pete Townshend (the Who)
“Disco music, desde sempre um inimigo do rock. Atingiu o seu auge no final dos anos 1970, saturando o mercado com alguns “bonecos de plástico” que se julgavam poderosos ao agitar uma bola de espelhos. Donna Summer, no entanto, não era de plástico. Era uma mulher de fibra”, David Bowie
“Nós sempre tivemos nossos altos e baixos dentro da música e até mesmo no que diz respeito à percepção das pessoas sobre nós. Nunca ditamos estilo ou moda. Fizemos álbuns de modo instintivo, não para manter-se no topo ou qualquer coisa assim. Sempre me senti como parte de uma banda alternativa, o que em parte realmente somos.”, Tom Chaplin (Keane)
“Quando éramos adolescentes, tínhamos o Britpop. Por isso tivemos todas aquelas grandes músicas e aqueles discos maravilhosos nas paradas. Hoje em dia é difícil achar alguma coisa realmente boa tanto nos charts de singles como no de álbuns. Estamos vivendo a geração Simon Cowell. Todo mundo parece ser um produto de um programa de TV e que fazem música bastante genérica. O que é frustrante para mim. Há tanta coisa legal sendo produzida. Por isso que acredito que seja nossa missão e de outras bandas lutar contra o pop, que se mostra um pouco descartável nos dias de hoje. Fico doente em pensar nesses programas de TV com jurados mal-humorados, observando as pessoas que não conseguem um contrato de gravação de outra forma”. Tom Chaplin (Keane)
“No Reino Unido, vamos da escola primária para a escola secundária aos 11 anos. E quando deixei a escola primária, todas as crianças queriam formar grupos e fazer uma performance. Assim como as meninas faziam uma dança homenageando as Spice Girls, eu e Matt e alguns de nossos amigos colocávamos o “Morning Glory”. Tocávamos com algumas raquetes de tênis e fingíamos ser o Oasis. Matt era Liam Gallagher, ele tinha o chapéu de balde. Eu costumava ser o baixista (Paul “Guigsy” McGuigan). Nós estávamos ali, em pé, encarando um cenário, fingindo ser o Oasis, cara. Definitivamente, não foi um grande negócio. Não acho que tivemos uma reação tão boa quanto às meninas imitando as Spice Girls. Com o Oasis, era um lance de apenas ter uma atitude que, parecesse ser resistente e contra tudo o que estava acontecendo na música. Eu não sei se você pode compreender isso, mas era como um impulso. Especialmente nessa idade, você não racionaliza. Você apenas admira e diz ‘Isso parece legal.E eu sinto que esse caminho maldito deveria continuar a ser assim por agora, de alguma maneira. Guitarras, rock’n'roll ou o que você quiser chamá-lo. Nunca vai desaparecer completamente. O rock não morre e é por isso que se torna fundamentalmente tão atraente”, Alex Turner (Arctic Monkeys)
“Nunca faça cover de Oasis. Nunca esqueça seus amigos. Sempre dê risadas. Ach. Nada pessoal. É só porque todos fazem isso. E eles são chatos pra cara***”, Alex Kapranos (Franz Ferdinand)
“Eu mereço um Grammy por tudo que já me culparam [Columbine, em 1999]“, Marilyn Manson.
“Eu nunca tentei chocar. A única coisa que você pode fazer é confundir as pessoas, porque isso faz com que elas pensem. E a arte da confusão e do caos é o caminho para fazer as pessoas pensarem, a maneira de criar um catalisador da mudança. Eu tive que me lembrar de que eu nunca quis boas críticas. Eu só quero o medo das pessoas – é porque do medo pode vir o respeito”, Marilyn Manson
“Quando você pensa sobre o rock em sua origem, ai você lembra dos Beatles e de milhões de jovens gritando e correndo o mais rápido que eles podiam para os Beatles, não há ninguém (hoje em dia) com essa espécie de pára-raios, que emane esse tipo de poder e que possua esse magma criativo. Eu afirmo que a última banda que realmente tinha esse tipo poder, eu vou dizer, foi o Nirvana. Quem desde o Nirvana foi tão grande quanto o Nirvana, dessa maneira?”. Jack Black (Tenacious D)
“Havia uma certa excitação no lançamento de um novo álbum, e muito disso se devia ao pacote completo [capa, encarte, embalagem], e era algo que você saboreava enquanto estava ouvindo o disco. Foi triste vê-los sendo extintos, mas, você sabe, com CDs, pelo menos, você ainda tinha os encartes, mas agora, quando você olha para o digital, é como se não houvesse nada ali, sabe? “Não é mais tangível. É prático, mas perdeu-se a magia”, Slash (Guns and Roses)
“O Rock and Roll Hall of Fame chegou a um ponto onde eles estão realmente desesperados para arrecadar grana. Por isso deixou de premiar artistas que não fossem trazer retorno financeiro. Com todo respeito aos fãs, mas é um insulto para Madonna, Blondie e Tone Loc serem considerados rock. Deveriam estar no “Dance Hall of Fame”, porque é isso que eles fazem. Eles são legítimos artistas dance. Não pertencem ao rock and roll”, Paul Stanley (Kiss)
“Estamos cansados dessas garotas com bailarinos e fitas de karaokê. Não fazemos essa porcaria. Deixa isso para a Rihanna, Shmianna ou quem quer que termine o nome com um A”, Gene Simmons (Kiss)
“Sem querer desrespeitar Rihanna, ela é uma ótima cantora, mas estamos cheios de muita coisa que anda flutuando por aí. Eu não suportaria mais ver outra porcaria de premiação com shows só um pouco melhores do que “American Idol”. Um monte de pessoas cantando karaokê”. Tommy Lee (Motley Crue)
“Música perfeitinha é música chata que se toca em elevador. Acho que as pessoas estão perdendo a audição [para a música]. Acho que todo mundo possui [essa capacidade], mas você precisa exercitar. Quando você liga a rádio só ouve todo o tipo de sequência perfeita, perfeitamente escrita, perfeitamente executada por máquinas. É difícil não ouvir The Who ou Led Zeppelin e realmente compreender que são homens selvagens enlouquecendo”, Patrick Carney (Black Keys)
Rihanna poderia se tornar uma tremenda porta-voz contra a violência doméstica em relação a mulheres [ao invés de fazer marketing com a agressão de Chris Brown, ex-namorado e rapper]. Claro que se ela optasse por fazer isso seria poderoso, mas é seu direito decidir sobre essa questão. Todos nós temos problemas e temos de lidar com eles à nossa maneira. O mundo tornou-se ainda mais sexualizado do que na minha época de jovem. Só que tudo se tornou um dispositivo de marketing. A exibição da sexualidade faz parte da nossa natureza, mas eu acho que quando ele se torna um clichê e se torna a única coisa que você está usando para chamar a atenção das pessoas, vira algo unidimensional”, Annie Lennox (Eurythmics)
“Tudo é cíclico e vai voltar e ser popular. O Foo Fighters é tipo a maior banda do mundo. Eles tocam em estádios. Como o rock pode estar morto? Acho que esse é um argumento tão babaca, que soa estúpido. Parece que a imprensa precisa de algo para falar. Ter 16 anos de idade e pegar uma guitarra elétrica nunca ficará ultrapassado. Sempre haverá crianças fazendo música. Sempre existirão crianças formando bandas”, Dan Auerbach (Black Keys)
“Nós só ganhamos o Brit Awards de Melhor Banda Britânica, novamente, porque estamos juntos por muito tempo [competindo com Arctic Monkeys, Kasabian, Elbow, Chase e Status]. Blur, Oasis e Radiohead não estão aqui para tirar isso de nós”, Chris Martin (Coldplay)
“Preferimos escrever canções que ninguém vai ouvir do que escrever faixas dance que se encaixam na rádio depois de David Guetta. Prefiro vomitar nos meus próprios pés do que isso”, Katie White (The Ting Tings)
“Os dias do Oasis e Blur foram os grandes últimos momentos da música alternativa nas paradas [Blur, Suede, Oasis, Pulp, Supergrass e Elastica]. O Top of the Pops 2011 natalino foi terrível. Cada canção soava como se viesse do mesmo lugar. Havia um rap em algum lugar, mas todo mundo cantou com uma voz soul transatlântica que era um lixo. A coisa do Britpop foi muito diferente. Éramos todos grandes bandas ao vivo, e que já morreu”, Noel Gallagher (Oasis)
“Há uma seca de rock and roll, no momento, então eu fico feliz por estarmos aqui. As pessoas estão com medo de fazer álbuns que soam bem no rádio [bandas optam por sons genéricos ao invés de arriscarem mais em um rock experimental]. Estamos sendo invadidos pela música pop e odeio essa atitude indie. Não sou religioso, e não acho que haja nada depois dessa [vida], então estou aqui para me divertir e esta é a única chance que tenho”, Tom Meighan (Kasabian)
“Eu me mataria se tivesse que enfrentar as oportunidades e os desafios de começar na indústria da música hoje. Hoje em dia é bem mais difícil para os artistas atuais alcançarem o sucesso, com o desaparecimento dos canais de música na televisão e rádios. Você precisa de repetição. Isso é um elemento crucial de como descobrir música nova. Você precisa ser capaz de ouvir algo muitas vezes”. David Geffen (dono da Geffen Records. Patrão de gente como: Bob Dylan, Nirvana, Guns and Roses, Hole, Sonic Youth, Stone Roses, Blink 182 e Neil Young)
“Estou muito feliz de ver mulheres em qualquer gênero [musical] indo bem, as maiores estrelas atuais são do sexo feminino. Eu adoro isso, mas pessoalmente, sempre amei mais as meninas que estavam em desacordo com o mainstream. Embora uma geração de cantoras dos anos 90 tenha quebrado a “barreira” de não haver mulheres no rock, atualmente as representantes femininas no Pop deram um passo para trás. Nossa geração parecia que tinha atravessado um teto de vidro. De repente estávamos nas rádios, vendendo discos, mas não tendo que desempenhar o papel de uma mulher submissa. Agora eu sinto que as coisas voltaram a ser como eram antes de começarmos. Hoje, elas trabalham muito duro, dão o seu melhor nas turnês, então, lhe são dadas novas músicas, escritas por homens, para iniciar o processo todo novamente. Mas, em termos econômicos, não funciona assim. Elas estão andando na rua para pagar o cafetão que está em casa. Esse é o meu problema com a falta de opinião feminina”, Shirley Manson (Garbage)
“Eu sinto muito pelas meninas na indústria da música. Eles têm uma vida útil muito curta. Por exemplo, Duffy: quem? Se foi. Ela era enorme. E eu não duvido por um segundo que o mesmo vai acontecer com Adele”, Noel Gallagher (Oasis).
“Adele seria a escolha perfeita. Eu não consigo pensar em uma opção melhor [para entrar na OST do filme Vingadores junto com Soundgarden]. Ela é um fenômeno de uma época em que tantas vozes são fixadas por computadores. Fico feliz que o álbum mais vendido do ano passado tenha sido o dela. Eu odiaria ver a música se tornando mais mecânica e menos humana. Por isso o sucesso dessa menina tem sido estrondoso”, Chris Cornell (Soundgarden)
“A indústria musical já está arruinada. Computadores, internet e downloads de músicas arruinaram completamente a indústria da música e tudo aquilo pelo qual os artistas trabalharam. Me lembro quando o vinil foi corrompido pelas fitas K7 e toda a indústria pirou pensando que ninguém mais conseguiria vender discos, desde então isso vem acontecendo gradualmente”. Debbie Harry (Blondie)
“A internet está destruindo os direitos autorais como os conhecemo” e que isso também está prejudicando o crescimento de novas músicas. A tecnologia da Apple é uma vampira digital”. Pete Townshend (The Who)
“Steve Jobs é pessoalmente responsável por matar a indústria musical e a era do disco pros artistas”. Bon Jovi
“Aconteceu que tivemos algumas canções que se tornaram populares e nunca pensamos que seria assim [depois de romper com a gravadora]. Estamos muito bem em turnê pelo mundo, principalmente fora dos Estados Unidos, pois eles estão sempre a espera de um grande hit. O resto do mundo não opera necessariamente dessa maneira. Então, estou esperando até que possamos realmente dar-lhes algo que possa afundar seus dentes e então eles irão lembrar o quão vivo o Limp Bizkit está”. Fred Durst (Limp Bizkit)
“Dando uma olhada nos últimos cinco anos de música, você percebe que desde que o American Idol começou existe essa nova safra de música pop em que os artistas não gravam suas próprias músicas. Acho que as pessoas estão começando a ficar cansadas de tudo soando o mesmo quando tudo é escrito pela mesma pessoa e apenas são gravadas por artistas diferentes. É uma coisa boa para uma banda como a nossa que rala para tentar permanecer relevante. Isso é bom para que as pessoas continuem ouvindo nossas músicas e para que possamos continuar a ser uma banda e continuar a fazer turnês”, Travis Clark (We The Kings)
“O dubstep norte-americano é o novo heavy metal eletrônico. É o mais sujo, o melhor no mundo nesse momento, e com o heavy metal, é o mais pesado, então eles são quase a mesma coisa”, Jonathan Davis (Korn)
“Não precisamos mais de gravadoras. Quando a máquina funcionava nos primeiros anos do Korn com a Epic – que foi incrível, tínhamos a MTV, tínhamos estações de vídeos e gravadoras que se importavam em divulgar o nosso trabalho -, mas agora tudo está tão diluído e acabado. Somos underground novamente. Música comercializada é apenas besteira comercializada. Será que realmente ainda precisamos de gravadoras com todas as possibilidades da internet? Eu não acho!”. Jonathan Davis (Korn)
“Não nos culpe por essa merda [ser inspiração para o New Metal], culpe a mãe deles (os músicos do estilo) por esse tipo de música destinada somente a garotos idiotas de 13 anos de idade e que faz com que dá naúseas. Acredite em mim, em alguns anos vamos estar rindo do New Metal. Para falar a verdade, eu já estou rindo agora”, Mike Patton (Faith No More)
“É triste quando você vê os rappers na TV e nos clipes fazendo aquelas imagens depreciativas contra as mulheres, como objetos sexuais. É triste porque estamos prejudicando a nós mesmos. Em diferentes culturas você nunca veria isso… Pegue por exemplo a cultura judaica. Eles têm sido perseguidos como as pessoas negras, certo? Mas você nunca os vê devorando eles próprios. Eles não fazem isso. Mas nós fazemos… [artistas negros] Eu realmente sinto que há uma responsabilidade, e o que vai, volta”, Seal.
“Rihanna não é uma artista. Ela é apenas a testa de ferro de uma série de profissionais da indústria fonográfica. Ela tem 15 compositores, 15 redatores, 15 produtores, todos lutando por um espaço nos seus álbuns e ela é apenas o rosto à frente. Não tenho nada contra, mas não quero ser associado a isso”, Freddie Cowan (Vaccines).
“Quem poderia colocar o rock de volta nas paradas? Nós! Quem sabe… [Quando o Offspring lançou "Americana", as paradas eram dominadas pelo Pop Rock]. O universo da música pop é bem diferente do nosso, então é complicado dizer. O que eu aprendi, porém, é que as coisas sempre vêm e vão, então o pop pode se afastar um pouco e o rock tomar seu lugar. Tem também os rappers… nunca se sabe o que vai acontecer em seguida. Não ligamos muito para isso, só queremos fazer o melhor disco que pudermos. Dexter Holland (Offspring)
gostei, para todos aqueles que gostam de um rock sinfônico este projeto esta lá, bem ao estilo dos finais de 70 faixas grandes com instrumentais etc