Saturday 27th April 2013,
Som Alternativo

Álbum Stream: Cat Power – “Sun”

Filipe Balbino 27 de Agosto de 2012 Álbuns, Cat Power, Notícias 1 Comentário

Cat Power - Sun

O novo álbum de Cat Power (já lá vão 6 anos desde o seu último álbum) já está disponível para se ouvir na íntegra, via NPR, mas durante um período limitado (até à data do seu lançamento, 4 de Setembro).

Gostei bastante… Ouve AQUI e dá-nos a tua opinião!

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Fundador do Som Alternativo, obcecado por descobrir música nova, viciado no Spotify e fã de novas tecnologias.

1 Comentrio

  1. Bonado 30 de Agosto de 2012 at 13:26

    Para refletir.
    O que alguns artistas têm achado da música.

    “As pessoas vão ficar putas com este disco. O que me faz ficar ainda mais animado com isso. Não dou a mínima para o que eles pensam. Não podemos bater de frente com os fãs do Korn. Alguns estão presos em 1994″. Jonathan Davis (Korn)

    “A indústria musical já está arruinada. Computadores, internet e downloads de músicas arruinaram completamente a indústria da música e tudo aquilo pelo qual os artistas trabalharam. Me lembro quando o vinil foi corrompido pelas fitas K7 e toda a indústria pirou pensando que ninguém mais conseguiria vender discos, desde então isso vem acontecendo gradualmente”. Debbie Harry (Blondie)

    “Em vez de simplesmente dizer me desculpe (por reescrever as respostas na minha entrevista para a NME em 2007, a fim de induzir que sou racista), a NME, imperiosa, prefere gastar centenas e centenas de milhares de libras em um duelo no Supremo Tribunal até a morte. O fato de terem escolhido um drama judicial ao invés de simplesmente pedirem desculpas reforça a a ideia de que sua intenção original desde o começo foi de inventar uma sensação. Então, aqui está… agora é a grande chance da NME me por pra fora do mapa humano. E que triunfo seria isso para eles. Que orgulho e eterna glória!”, Morrissey (Smiths)

    “Eles eram um fenômeno mundial [Beatles] que literalmente mudou o mundo. Nós não [REM]. Nós talvez mudamos o rock nos EUA, ao longo de um tempo – o que forçou as estações de rádio mainstream abrirem suas playlists de músicas que não estavam interessadas em tocar bandas alternativas. O que seria do Nirvana e do The Strokes sem nós? Você nunca saberá. Vai ser muito difícil para uma banda alternativa ter uma carreira de 30 anos como a nossa. Tivemos muita sorte, e todos nós acreditávamos na banda acima de nossos egos. Nenhum de nós tinha problemas com drogas, e nenhum de nós morreu de outras causas. Evitamos tudo isso”. Mike Mills (R.E.M.)

    “Bem, eu escrevi uma canção para Beyoncé [Princess of Chine], mas foi rejeitada pelo seu pessoal da A&R. E a que eu escrevi para Rihanna não foi rejeitada. Foi quando ela estava gravando o Rated R, mas ela demorou tanto tempo – ainda há este tribalismo na música onde você está no rock ou está no hip hop, e às vezes leva um tempo para atravessar através dessas barreiras”, Chris Martin (Coldplay).

    “[Serviços de streaming] estão se tornando mais populares, mas ainda não estão em um ponto onde você é capaz de substituir royalties de vendas de discos com os royalties dos acessos. Para uma banda grande que faz uma música e vive disso não é uma coisa viável [Tom Waits e Adele se negaram a por seus discos mais recentes para audição gratuita na web], não para nós, uma banda pequena. Ainda estamos na fase da infância quando se trata de serviços de subscrição de música – apesar de música digital e sua difusão terem surgido anos atrás na era Napster – as grandes gravadoras ainda estão se estapeando para saber o que significa vender música online”, Patrick Carney (Black Keys)

    “Eu necessariamente não acredito nisso, mas as pessoas dizem que o rock and roll está morto e é minha missão e meu objetivo ressuscitá-lo na forma da minha música pop”, afirmou a cantora. “Esse é o meu objetivo. Vamos ver o que acontece. Esse é um objetivo muito ambicioso e altivo, mas é o meu objetivo. Acho que meu primeiro disco foi fortemente influenciada pelo “Licensed to Ill” do Beastie Boys, e o meu [primeiro] álbum é, tipo, muito ousado, muito atrevido e irreverente. E eu amo isso”, disse sobre “Animal”, seu disco de estreia que emplacou o hit “Tik Tok”, Ke$ha

    “O rock morreu? Na América, o rock não é mainstream como é no resto do mundo. A Inglaterra é um dos países onde ele é bem sucedido: vocês ouvem no rádio, têm hits e tocam em estádios e é tão grande quanto sempre foi. Mas aqui na América não há foco nisso”, Nós vimos modas como o nu metal e as calças skinny passarem, mas mantemos nossas cabeças erguidas. Voltamos de uma viagem à Nova Zelândia onde tocamos para 40, 50 mil pessoas pulando, com ingressos esgotados em vários estádios. Pra mim, o rock está vivo e bem. Alguém me perguntou recentemente: ‘Qual é o problema com a industria musical?’, eu disse, pegue o disco da Adele, por exemplo. É um ótimo álbum e todos ficam chocados com o sucesso dela. Eu não. Você sabe porque o álbum dela é fantástico? Porque é real! Agora imagine se todos os discos fossem tão bons assim. Só um deles venderia assim? Claro que não!”, Dave Grohl (Foo Fighters)

    “Os discos têm que ficar menores, com sete canções no máximo. Quando escuto um álbum da minha banda favorita, vou até a sétima faixa absorvendo cada uma. Quando você começa a esticar para 12, 14 faixas, começa a entrar numa zona cinza, de perda de foco. Quantas pessoas hoje ouvem um CD inteiro? Ok, admito, ouvi recentemente o disco inteiro de uma banda chamada Civil Wars. Mas isso não é normal. Devo ouvir um ou dois discos por mês apenas. Quando ando de skate, ponho um disco inteiro para ouvir. Mas é diferente, poque você não está realmente atento àquilo. Portanto, 25, 30 minutos é o novo tamanho de um disco. E isso me excita, porque assim você pode pôr mais energia, depurar as canções e fazê-las melhores.” Ben Harper

    “O rock atual é demasiadamente conformista e normal. Esbarrei com Paul Weller um dia desses e fomos tomar um café e estávamos falando sobre esta falta de ambição que parece ser prevalente no rock atual. Você lê entrevistas com as [novas] bandas e tudo isso [que eles dizem] é sobre ser rico, famoso e ser a maior banda do mundo”. Na música, tudo parece leve e conformista e não muito artístico. Todo mundo parece estar contente com o status quo. Algumas bandas tinham chegado perto do que o White Stripes e The Strokes conseguiram mas desistiram de ser experimentais e possuíam uma verdadeira falta de conteúdo: Música rock não é mais onde a criatividade está e não é mais levada a sério por pessoas criativas. Tem sido absorvida pela cultura mainstream e tornou-se demasiadamente conformista e normal. Não parece ter muitas grandes mentes trabalhando na música agora”. Bobby Gillespie (Primal Scream)

    “Ouvimos nossa canção “Rocks” no programa X Factor, mas não permitimos isso. Não ficamos felizes com o uso de “Rocks” no programa.”, Primal Scream

    “As paradas estão em um estado lamentável. Para mim, não passa de barulho. De vez em quando ponho na MTV e não passa de barulho. Aquilo me entedia. Esse pop fake dominou, o Europop e o R&B de má qualidade me fazem pensar: O que está acontecendo? Isso já parecia cansativo nos anos 90, imagine agora? Há muitas coisas boas por aí e que não têm chance de chegar ao top 40. Há um mundo animador sob as paradas, mas Top 40 é decepcionante atualmente”, Tom Chaplin (Keane)

    “Eu acho que há muito, muito tempo ele [o rock] tem sido uma bela mer**. Há sempre coisas boas, se você procurar bem. Mas se você der uma olhada aos nomeados do Grammy nas categorias de rock, faz uns 10 anos que não passa uma banda de rock por lá! São todas bandas pop com guitarras distorcidas. O gênero emo também é uma “bela mer**”. Afirmam ser do rock’n'roll [emo], mas são pessoas choramingando o tempo todo. Rock’n'roll são 50 pessoas bêbadas em uma sala onde querem se divertir. Mas é algo totalmente brochante quando se torna um sentimento de culpa e lamento da classe média. Gostamos do nosso rock’n'roll sexual”, Howlin’ Pelle Almqvist (Hives)

    “A intenção do Clash, que eram punks sinceros. era tornar o mundo politicamente correto para benefício de todos. Mas o punk nunca foi algo justo de fato. Sempre fiz parte de grupos zombeteiros.Eu também percebi que era melhor evoluir musicalmente do que permanecer estagnado. Teria sido pior se eu ainda estivesse insistindo em coisas que pareciam com meu primeiro disco. Ninguém me pegou porque era o Carnegie Hall, um público quase tibetano. Fiquei puto. Já fizemos dois shows este ano e eu não fiz ainda. Estou ficando velho.”, Iggy Pop (Stooges)

    “Minha música tem muito das melodias ao estilos do Def Leppard nos refrões, mas é uma música eletrônica para dançar. Eu chamaria de tecno rock avant-garde. É muito forte e intenso. Há muitas influências de rock no álbum, mas ele não é de rock. É uma exploração da música eletrônica [electro] e canções tecno, mas eu criei um gênero de música que mescla o metal, dance, tecno, rock e pop com muitos refrões como hinos, porque esse é realmente o tipo de música que adoro. Sou obcecada pelo Bruce Springsteen. Meu pai costumava colocar seus discos para tocar para mim o tempo todo quando eu era criança”, Lady Gaga.

    “Eu acho que o público se adequou ao nosso som e a nós ao longo dos anos [as vendas chegam a 70 milhões]. Nunca tomamos a decisão de nos adaptarmos ao público [Pop], eles nos aceitaram lentamente pelo o que nós somos. No início, éramos grosseiros, rudes e desagradáveis para as massas. É só essa noite – é como nos sentimos. Nunca pensamos em ser uma banda de rock n’ roll. Só queriamos tocar uma noite e é assim que nos mantemos vivos [quase 30 anos]. Todos nós temos um diferente… tipo de dom, e queremos honrá-los, pois graças a eles estamos aqui e nos mantemos aqui”, Anthony Kiedis (Red Hot Chili Peppers)

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