Ícones do rock durante toda a década de 90, os Smashing Pumpkins separaram-se em finais de 2000 quando Corgan decidiu por fim às atividades de banda que até então dominava
comercialmente, com enormes rasgos de criatividade (patente em quase todos os discos do período que vai de “Gish” a “Adore“) e aclamada pela indústria e pela crítica. Há uma década atrás eles tinham tudo. O melhor compositor, as canções, os discos, o look, a atitude certa.
Depois o tempo passou e após uma série de projetos e discos falhados, Corgan decidiu reformular a banda em 2007 juntamente com o baterista Jimmy Chamberlain. No entanto “Zeitgeist” apesar de ter algumas pérolas vislumbrou uma banda que perdeu inevitavelmente o gás e os seu “momentum”.
Cinco anos depois, e com um novo disco, “Oceania”, os Smashing continuam em queda livre: não é que estejamos perante um mau disco. Mas isto já não enche as medidas de ninguém. Nem dos mais fanáticos que ansiaram por um regresso á forma do passado. De facto entre os novos Smashing e os velhos, prefiro os originais. Esta nova formação parece ser mais uma malta às ordens do mestre Corgan, sem grande rasgo ou imput criativo na construção das músicas. Os músicos saem e entram consoante a vontade do mestre. Uma constante que depois se traduz em melodias dispensáveis e temas sem grande alma ou chama.
Tendo a banda à sua mercê, Corgan dispõe os Smashing Pumpkins como quer criando este “Oceania” uma espécie de trabalho dentro de uma obra maior e em estado de continuo de “work in progress”, o ambicioso – “Teargaden by Kaleidyscope”. A ideia até parece coerente, ambiciosa e por momentos a estratégia parece vencer. Mas “Oceania” é um mar de muita parra e pouca uva. Há aqui alguns temas interessantes a roçar alguns vislumbres do passado glorioso da banda como “The Celestials”, “Violet Rays” ou até em certa medida os mais pesados “The Chimera” ou “Quasar”. Mas o resto, parece uma tentativa mediana e frustrada de trazer um cheirinho a progressivo como nos 9 minutos do tema título ou algumas baladas pirosas à moda dos Coldplay como em “Wildflower” ou “One Diamond One Heart”. Muito mau para quem tem no “C/V” discos grandes como “Siamese Dream” ou o épico “Mellon Collie and the Infinite Sadness”.
Corgan parece continuar á procura da luz do passado. Mas dá-nos a ideia que vai ser uma quimera inútil em busca do tempo passado. Os Smashing deveriam ter ficado para sempre lá atrás conservados no álbum de memórias doces de 1995.
(5/10)













Olha só o Billy Corgan metendo o pau na NME, Pitchfork e similares.
Os comentários são os melhores.
“Não surgirá um novo Kurt Cobain, Trent Reznor ou Billy Corgan”, diz o vocalista do Smashing PumpkinsPadronização de novos artistas pela imprensa especializada é o motivo principal, segundo o vocalista do Smashing Pumpkins
http://omelete.uol.com.br/musica/nao-surgira-um-novo-kurt-cobain-trent-reznor-billy-corgan-diz-vocalista-smashing-pumpkins/
O Billy Corgan tem cá uma moral para criticar alguém…
By the way, então e os Arcade Fire não merecem menção dessa diva?
Entendo o que vc diz.
Existem críticos mais severos falando do Hives de forma bem negativa.
Compartilho:
“Há muito tempo o rock se tornou um lixo. Se formos um pouco mais a fundo conseguiremos achar algo bom. Mas se olhar as indicações ao Grammy dos últimos dez anos – Foo Fighters,Arcade Fire – não há uma banda de rock sequer. São bandas pop com guitarras distorcidas”,vocalista Hives
http://omelete.uol.com.br/musica/hives-rock-atualmente-rock-um-lixo-diz-vocalista-howlin-pelle-almqvist/
Realmente, vc tem razão.
Ele se tornou uma pessoa inconveniente, como Axl Rose e Courtney Love.
Compartilho outras falas tentando entender a crise do rock atual:
“Sempre acreditei que o rock se beneficia de obstáculos. O pior rock é feito quando todos gostam de rock, como no fim dos anos oitenta. Foi a única época em que o hard rock foi gênero musical mais vendido, e a maior parte era lixo. A cena de Seattle foi a antítese disso. Um dos grandes motivos de o grunge ter crescido tanto tão rapidamente foi porque as pessoas estavam cansadas do que rolava na época. É a mesma coisa agora. Há uma boa chance de surgir uma cena roqueira saudável e vigorosa, porque há alguma coisa a qual reagir. A música pop não poderia estar pior do que está agora. A luz no fim do túnel foi Adele tendo o disco mais vendido do ano passado. Obviamente, o mercado ainda responde bem a seres humanos de verdade criando música”, Chris Cornell (Soundgarden).
http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/musica/2012/06/29/303333-chris-cornell-pede-retorno-do-rock-e-critica-a-musica-pop-nao-poderia-estar-pior#31
“Mesmo no rock, acho que a indústria está mais orientada para o pop do que já esteve em toda minha vida. Acho que ficou muito mais leve no final dos anos 90 e início dos anos 2000. E acho que muitas das novas bandas de rock esqueceram a origem dessa dinâmica do rock, e o que faz realmente o rock’n'roll. Mas mais que qualquer coisa, acho que é a própria indústria que não está mais assumindo riscos. Tudo tem que ser perfeito e já testado, ficou muito corporativo. As poucas gravadoras que existem foram compradas por conglomerados”,Slash (ex-Guns’nRoses).
http://omelete.uol.com.br/slash/musica/slash-fala-sobre-seu-novo-disco-e-o-momento-atual-do-rock/
“Será que o rock está realmente morto? Não está, mas está muito muito doente”, Tenacious D
http://whiplash.net/materias/news_839/154109-nirvana.html
“O fim dos anos 80 era repleto de pop sobre-produzido do qual os jovens não conseguiram absorver nada – eles não conseguiam se identificar com essas bandas de hair metal cantando sobre trepar com strippers em uma limusine em Sunset Boulevard. Quem se identifica com isso? Daí você tinha um monte de merda pop genérica, e a música estava chata. E daí um bando de bandas com garotos sujos entrou na MTV e o rock ficou enorme de novo. E eu acho que isso está prestes a acontecer. Alguma coisa tem que rolar. Não é possível que tenhamos esses shows de calouros na TV pro resto da vida.”, Dave Grohl (Foo Fighters)
http://lokaos.net/foo-fighters-acho-que-somos-uma-merda-diz-dave-grohl/
80 ou 90% das bandas de rock hoje não possuem testosterona. Onde está o fogo? Eles tentam não ser rockstars, isso é louco. É o momento mais chato que já vi no Rock. Jack White e o Foo Fighters são incríveis. Não conheço a música do Black Veil Brides, mas gosto da imagem. Quando se vê, se sabe quem é. Mas a maioria das bandas é impossível de diferenciar. Não entendo o fato de serem tão contra possuir uma imagem, Alice Cooper.
http://www.vandohalen.com.br/alice-cooper-e-a-falta-de-testosterona-das-bandas-atuais/
“Hoje esse sistema da indústria fonográfica é só uma carcaça do que já foi. Eles não conseguem entender que os jovens não escutam rádio ou compram discos – a indústria não soube se adaptar e acabou virando um dinossauro. Quando você se torna um dinossauro é normal tentar coisas feias e tomar decisões sem pensar [SOPA, PIPA, ACTA, DMCA]. O lado bom disso tudo é que quem não gostava de música e trabalhava nesse meio teve que sair. Os caras que restam nas gravadoras são os que realmente se interessam por esse negócio”,Shirley Manson (Garbage).
http://omelete.uol.com.br/musica/garbage-industria-da-musica-implodiu-diz-vocalista-shirley-manson/
Quando o White Zombie começou a tocar em arenas, estávamos prontos, pois começamos em clubes para 200, 300, 400 pessoas. Fomos construindo nosso caminho aos poucos.Muitos artistas novos atingem o sucesso rápido e são jogadas em palcos grandes, sem saber o que fazer ali. Acabam não desenvolvendo habilidades e fazem shows terríveis. Todos os grupos clássicos cresceram gradativamente, Rob Zombie (White Zombie)
http://www.vandohalen.com.br/o-sucesso-rapido-e-traicoeiro/
http://miojoindie.com/2012/06/15/disco-oceania-the-smashing-pumpkins/
Só
Contribuindo com a discussão.
O pessoal comenta muito bem a repercussão.
Abraços do Brasil