Em Janeiro de 1968, Syd Barrett começava a dar sinais de entrar num caos cerebral bastante avançado. A sua irregularidade em palco forçou os restantes Floyd a contratarem um novo guitarrista (David Gilmour) capaz de “emular” as partes de Syd.
Alguns meses mais tarde aconteceu aquilo que já era inevitável. Reza a lenda que na sua última sessão de gravações, Barrett trouxe aos companheiros uma nova canção com o titulo – “Have You Got it Yet” – uma armadilha sonora traduzida numa sessão de estúdio caótica em que Barrett mudava os acordes e os ritmos a cada take, tornando a tarefa de o acompanhar praticamente impossível. 
Ainda assim, Barrett conseguiu um dos melhores temas o álbum: “A Jugband Blues”. Um auto-retrato fiel do seu estado mental. Apenas choca por o próprio se estar a aperceber que estava a enlouquecer: “It’s awfully considerate of you to think of me here / And I’m almost obliged to you for making it clear / That I’m not here…”
Com a saída de Barrett confirmada em Abril, os Pink Floyd foram forçados a aprender a compor canções para sobreviver. Inauguravam assim um período experimental em que partiam em busca do som pós-Barrett e que se estenderia até “Atom Heart Mother” de 1970As canções embora não tão coerentes como as de “Piper at the Gates of Dawn” mostravam uma banda em clima de evolução sonora. “Let there Be More Light” abria o álbum com a sua temática espacial constituía o primeiro movimento dos Floyd rumo aos ambientes space-rock e revelavam ao mundo a voz suprema de David Gilmour.. “Corporal Clegg” antecipava em 15 anos a temática da II Guerra Mundial presente em “The Wall” e “Final Cut” .
Para além do afamado “Jugband”, os pontos altos deste período são o místico “Set the Controls for the Heart of the Sun” (um tema que chegaria a influenciar o autor de ficção científica Douglas Adams célebre pelo seu “The Hitchiker´s Guide to the Galaxy”) e o tema título: “A Saurceful of Secrets”. Este último é uma verdadeira lição de cacofonia experimental com os Floyd a rebentarem por completo as paredes do estúdio. A demonstração cabal de um grupo em plena auto-piloto criativo.
Geração 1967 – 1968
1 – Let There Be More Light (Roger Waters)
2 – Set The Controls for the Heart of the Sun (Roger Waters)
3 – Vegetable Man (Syd Barrett)
4 – Jugband Blues (Syd Barrett)
5 – It Would Be So Nice (Richard Wright)
6 – A Saurceful of Secrets (David Gilmour, Nick Mason, Roger Waters, Richard Wright)
7 – Point Me At the Sky (Roger Waters)
8 – Remember a Day (Richard Wright)
9 – Julia Dream (Roger Waters)
10 – Corporal Clegg (Roger Waters)

















