Meio Suecos, meio Ingleses, meio hippies, meio rockers e formados na gigantesca Nova Iorque, surgem os: “Alberta Cross”! Apostados em explorar o filão “blues-rock” que agora renasce (muito graças a bandas como Kings of Leon ou The Raconteurs), o grupo liderado por Petter Ericson Stakee apresenta-se aos olhos do mundo com um disco “debutante” cheio de sensibilidades Pop, mas com uma carga Rock dignas de um Neil Young ou Jeff Buckley!“Song Three Blues”, a canção de abertura, “reacorda” e de que maneira “o fantasma” do autor de “Grace”! Seguramente um dos melhores temas Rock de 2009. Quanto a “ATX” já pende mais para o lado para a banda dos irmãos Followill, que é o mesmo que falar dos King of Leon. Tem melodia, tem estrutura e uma pujança que os poderá levar a outros voos.
Mas se “Taking Control” deve mais às melodias descaradas dos Coldplay, “Old Man Chicago” já está em plena “route” para os dominios blues dos Black Crowes. Sem serem muito aventureiros, o grupo tem qualquer coisa de “aprazível” nas suas canções que faz com que por exemplo o tema homónimo funcione quase como uma viagem hipnótica. Pena não haver espaço aqui para um bom solo de guitarra, mas como disse Ian Anderson dos Jethro Tull, à BBC em 2008: “tocar solos não é para estes tempos”!
De seguida escuta-se “Rise from the Shadows”, meio psicadélico, meio ambiental com um piano celestial que nem os Coldplay se atreveriam a empregar.
“O álbum vai-se tornando mais denso e escuro á medida que se caminha por ele. “City Walls” já tem um “solozito”, mas nesta banda não há espaço para virtuosismos à Eric Clapton! O que há sim é um som muito característico e que faz de “The Thief & The Heartbreaker” uma canção de respeito.
Para acabar, vem a semi-acústica – “Ghost of the City Life” – muito próxima dos ambientes pastorais dos Fleet Foxes, regado com algumas pitadas de country “negro” de Bob Dylan e ambientes mais épicos de uns Led Zeppelin.
Com um talento assim, esperemos que seja para manter. Para já os Alberta Cross protagonizam uma das melhores estreias do ano. Humildes e com carisma, o grupo faz deste “Broken Side of Time” um álbum que poderá fazer deles uns futuros “gigantes” da nova década que está prestes a começar.
(8/10)














Olá, sou brasileiro navegando em mares portugueses. Depois de procurar muito por uma crítica do Alberta Cross, achei o seu blog. Foi um prazer perceber como esses caras nos afetam de maneiras parecidas. Parabéns pela crítica e pelo blog. Longa vida ao Alberta Cross.